Conhecido artisticamente como o Malabarista Cubano, Ivan nasceu no Chile, filho de mãe cigana. Quando tinha três anos ficou órfão, pois a mãe morreu durante o parto. Passou então à família do circo, onde já vendia doces com a mãe e, debaixo das arquibancadas, passou a ensaiar malabares com as espigas de milho jogadas pelos frequentadores do circo. Aos 12 anos decidiu seguir com o Circo Queirolo para o Brasil. Dominou a arte dos malabares, que acompanhava com passos de dança latina, particularmente os ritmos dançantes, entre eles o mambo e o chachachá. A sua preferência, no entanto, ao atuar no país, foi o samba Aquarela do Brasil (Ary Barroso, 1939).
Atuou nos circos Orlando Orfei, Norte-Americano, Aquarius e Condor, entre outros. Trabalhou, ainda, com a família Robatini, nos diversos circos e em excursões pelo país, onde seguia num ônibus dividido ao meio e transformado em dois trailers engatados, o “Romeu e Julieta”, onde ocupava um lado e Alda Robatini ocupava o outro. Foi professor de malabarismo em diversos projetos sociais, tendo desenvolvido uma didática própria para crianças.
Nos anos finais de sua vida morou no bairro do Limão (São Paulo, capital), no terreno conhecido entre os circenses como “sem-terra”, onde se guardavam os trailers do circo e que, em 1995, foi desocupado para a construção de prédios de moradia popular, o Cingapura, para onde foram todos alocados. Lá, dividiu-se entre as aulas e os bordados de seus figurinos, sempre acompanhado das amigas vizinhas circenses Susana Lorena Apaza (Loren) e dona Marília Pereira Pinto (Marília de Dirceu). Delas escondeu a doença que o consumia e que foi causa de sua morte: o câncer, descoberto somente quando ambas desocuparam o seu apartamento e descobriram os exames médicos que havia escondido de todos os amigos. Faleceu em 8 de maio de 2012.