Audiovisual
Saberes do Circo - Arquitetura Nômade (2018)
Vídeo sobre o ciclo de estudos realizado em maio de 2018.
Live Saberes do Circo - Arquitetura Nômade (2021)
Nessa live conversamos com Joinha (José Carlos de Almeida), grande mestre da arquitetura nômade do circo. A apresentação da live ficou por conta da Emily Kimura, integrante do Sou de Circo.
Um dos elementos que caracteriza a atividade circense itinerante é a lona, que dá forma à constituição física do seu espaço. A arquitetura nômade, um importantíssimo saber circense, está ligada à montagem e desmontagem do circo, além de incluir desde a construção de uma cadeira até a confecção e a amarração da lona, que é sustentada pelo grande mastro, possibilitando sua natureza itinerante.
A confecção, manutenção, montagem e desmontagem da lona eram conhecimentos exclusivos da comunidade circense até as décadas de 1960/1970. As lonas, antes feitas de algodão encerado, foram substituídas pelas lonas de plástico feitas por empresas especializadas na construção de tendas, muitas vezes fundadas ou administradas por circenses.
Existem vários estilos arquitetônicos de circo, mas os mais conhecidos são o “circo pau fincado” e o “circo americano”. O primeiro, abrigou principalmente os espetáculos de circo-teatro e foi utilizado pela maioria dos circos brasileiros até meados da década de 1960. O segundo, que veio a substituir o primeiro, passou a ser utilizado quando o circo-teatro começou a ser substituído pelo circo de variedades. A principal diferença entre o “circo americano” e o “circo pau fincado” é que, no primeiro, os paus de roda que fazem o contorno do circo são presos pela sua ponta superior, por cordas chamadas de retinidas, amarradas em estacas. Já no “circo pau fincado”, os paus de roda, como o próprio nome sugere, são realmente fincados no solo, e neles se estrutura a cobertura do circo, conhecida como empanada, que é esticada sobre as ripas de madeira que se apoiam nos paus de roda. Os paus de roda fincados também estruturam toda a arquibancada do circo, popularmente chamada de poleiro ou galinheiro.
Nesse saber, temos como referência o mestre José Carlos de Almeida, o Joinha. Pertencente à terceira geração de família circense, cresceu dentro do circo e se especializou nas artes do malabarismo, equilibrismo e adestramento de cães. Até hoje apresenta-se como o palhaço Joinha. Por sua vasta experiência em circos tradicionais, Joinha possui um amplo conhecimento relacionado à arquitetura nômade, à confecção de tabuletas e à vida do circo.